sábado, 9 de julho de 2011

Nosso Fórum Brasileiro

O NOSSO FÓRUM BRASILEIRO

Você já considerou a oportunidade de participar de um evento de grande grupo, com atividades teóricas e práticas, onde a sua experiência é escutada ao tempo em que é ampliada/reverberada pela vivência de tantos outros?

Um evento que ocorre ao longo dos vários turnos de uma semana, em caráter residencial, onde os participantes estão hospedados em um lugar agradável e constroem novos significados, pessoal e profissionalmente, em torno da sua convivência mútua?

Onde o planejamento das atividades e da programação (incluindo horários) é integralmente construído no processo mesmo da participação em comunidade, onde você usufrui da oportunidade de encontrar, conversar, divergir e crescer ao lado de pessoas as mais diferentes, dos vários cantos desse país?

Em setembro de 2011, seja bem-vindo ao Fórum Brasileiro da Abordagem Centrada na Pessoa, um dos mais importantes eventos de Psicologia e Psicoterapia Humanista, realizado, a cada dois anos, com a participação de profissionais, pesquisadores e estudantes brasileiros.

Professores e estudantes da FANOR (e de outras IES) também irão participar - AINDA HÁ TEMPO PARA VOCÊ TAMBÉM SE INSCREVER. O evento não exige pré-requisitos técnico-teóricos e não se restringe à comunidade de estudantes/profissionais da Psicologia.

Quando a sua motivação for compartilhar/escutar a variedade das experiências humanas, talvez, você tenha interesse em conhecer porque se diz que nenhum outro espaço soube tanto apostar e investir na capacidade humana de surpreender e recriar-se como nesse Fórum Brasileiro tão singular...

Informações: http://aparacp.com.br/

sexta-feira, 8 de julho de 2011

petit poesia.

http://www.youtube.com/watch?v=iul4SBlHIf8


coisas bonitas.../ e tudo que você não me disse, porque está chovendo, de baixo para cima, esse molhado anti-gravitacional, que feito mísseis, vomitam-se do chão para as estrelas/ e quando o céu infinito já não é a origem possível do que é belo, então, moço, a precipitação, da chuva e dos homens, é inevitável. ha-ha-ha. diabólico seja o dia onde há chuva que não lava, mas soterra.

AF. 8.Jul

sexta-feira, 24 de junho de 2011

domingo, 29 de maio de 2011

outta

Out of the town.

Estudando, 29/Maio - 19/Junho:
Berlin, Göttingen, Wuppertal e Paris.

Aniversário iniciático conforme as estrelas sinalizam...

sábado, 7 de maio de 2011

Esperança, Cristovam Buarque


Esperança no “Rio+20” - Art. J. O Globo 07/05/2011

E-mailImprimirPDF

Recentemente, em visita aos imigrantes tunisianos impedidos de entrar na França, a candidata à Presidência Marine Le Pen disse com toda franqueza: “Vocês não cabem na França”. Alguns anos atrás, declaração como esta seria repudiada por ilógica e imoral. Hoje é aceita como lógica e positiva eleitoralmente. O que mudou desde então foi a constatação de que não há espaço para todos no mesmo padrão de consumo dos ricos, seja da França, do Brasil ou da própria Tunísia. Aliás, a fuga dos tunisianos e demais imigrantes dos países pobres acontece porque os ricos de seus países também pensam como a Sra. Le Pen e empurram seus pobres para o mundo dos ricos no exterior.

Há 200 anos nossa civilização se baseia no casamento de três propósitos: crescimento econômico, justiça social e democracia política. De repente, a percepção da crise ecológica, do aquecimento global, da escassez de recursos, enfim, dos limites ao crescimento econômico ameaçam este casamento. A continuação do crescimento para todos inviabilizará o futuro para onde navega, há 200 anos, a Nossa Barca chamada Terra sob a égide da civilização industrial. Não há espaço para todos consumirem os bens dirigidos aos consumidores de alta e média renda. As projeções mostram que este rumo levará ao naufrágio da Barca. Já se percebe isso pelas crises, não apenas ecológica, mas também financeira e fiscal que impedem manter o bem estar adquirido por meio de financiamentos e por depredação natural. Esse rumo levará inevitavelmente ao naufrágio da barca da civilização industrial.

Há outras duas alternativas para salvar este rumo. Continuar no mesmo rumo, mas excluindo do barco 2/3 da humanidade. Esta alternativa está representada no filme “2012”, no qual, diante de uma catástrofe ecológica, constroem-se barcas para salvar as pessoas que podem comprar passagens para o limitado número de lugares. O filme é metáfora para o discurso da candidata à Presidência da França.

Há uma terceira alternativa, consiste em mudar o rumo da Barca. Para isso são necessárias mudanças estruturais, ideológicas e até mesmo mentais, nos conceitos, sentimentos e desejos já arraigados no imaginário da população. Seria necessário redefinir o progresso, reorientar o crescimento econômico de bens materiais privados de curta duração, sem consideração ecológica, para bens públicos culturais de longa vida, comprometidos com o equilíbrio ecológico. Seria preciso redefinir também a justiça social porque, neste novo rumo, não se pode manter a ilusão mentirosa de que a renda e o consumo podem crescer sem limite para todos. Alguns dos benefícios conquistados por assalariados, tais como, o automóvel privado e a precoce aposentadoria não serão mais viáveis no longo prazo para todos. A própria democracia terá que ser redefinida: sua prática local e de curto prazo terá de ser limitada por decisões internacionais. A democracia não se faria pela vontade própria e soberana dos eleitores de cada país, sem levar em conta a vontade dos vizinhos em toda a Nossa Barca Terra.

Em junho de 2012, durante a reunião “Rio+20”, o mundo terá uma chance rara de buscar o rumo para a Nova Barca, dependendo da representatividade dos Chefes de Estado e Governos que comparecerem, da agenda que será discutida e dos compromissos que serão firmados.

Ninguém tem mais responsabilidade para o êxito ou fracasso desta reunião do que a Presidenta Dilma. Para isso, ela deve usar sua liderança política no sentido de convencer a vinda de líderes mundiais ao Brasil, oferecer infra-estrutura eficiente e liderar a elaboração de uma Carta do Rio ao Mundo, reafirmando que a Nossa Barca é de todos e definindo as linhas para o novo rumo a ser seguido - a construção do desenvolvimento alternativo.

Pena que isso pode não passar de um sonho, porque a população não parece acreditar nos riscos do progresso, nem deseja mudar o rumo da Barca. Além disso, o Brasil parece mais preocupado em saber quem fará mais gols em 2014, quem saltará mais alto em 2016, do que quantos sobreviverão a partir das decisões tomadas em 2012.

Cristovam Buarque é Professor da UnB e senador pelo PDT-DF