quinta-feira, 13 de junho de 2013

anti-x

"(...) quando o mergulho da expiação já não busca Zeus e seu Cosmo equilibrado,/ se o Caos e quantas feridas não bastam como horror e perturbação,/ da arké-arca-barca invertida e avessada, onde esteve o contrário da sombra e suas forças primordiais? (...)/ um frágil-convite, da Anti-Psiké."


 




EVENTO NO FACEBOOK:
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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Publicações

para quem está interessado em acompanhar algo do que tenho escrito, seguem indicações:
 
* * Trabalho defendido:
-- Felicidade Pública Genuína: Cidade como Concepção de Organismo Coletivo na Tendência Formativa de Carl Rogers
Universidade Autónoma de Lisboa Luís Camões, Dissertação de Mestrado (2010)
(Programa de Relação de Ajuda e Intervenção Terapêutica - Perspectiva Fenomenológico-Existencial da Terapia Centrada no Cliente)
 
* * Em Livros:
-- Carta de Princípios e Histórias da Casa do Ipê - Temas Pedagógicos No. 20, Vice-Reitoria de Graduação da UNIFOR (2007)
-- Humanismo de Funcionamento Pleno: Tendência Formativa na ACP - Editora Alínea (2008)
-- Humanismo Vital - Editora CRV (2013)
-- Serendipidades: Questões Formativas ao Pensamento Humanista Contemporâneo - Littere Editora (2013)
 
* * Em Capítulos:
-- LER...Caminhos de trans-form-ação - Editora Demócrito Rocha (2005)
-- Artes do existir: trajetórias de vida e formação - Editora UFC (2008)
-- Pesquisa (auto)biográfica: cotidiano, imaginário e memória - Editora UFRN (2008)
-- Serviço de Aconselhamento Psicológico: 40 anos de história - SAP-IP.USP (2009)
-- A Psicologia Humanista na Prática: Reflexões sobre a ACP - Editora UNISUL (2009)
-- Humanismo em Cena, Vol. 1 - Editora CRV (2010)
-- Temas em Psicologia I: Experiências em Pesquisa - Editora UNIFOR (2010)
-- Tratado de Psicologia Transpessoal: Antigos ou Novos Saberes em Psicologia? - Editora UFRN (2012)
-- Artes do sentir: trajetórias de vida e formação - Editora UFC (2012)
-- Humanismo em Cena, Vol. 2 - Editora CRV (2012)
-- Revisitando o Plantão Psicológico Centrado na Pessoa - Editora CRV (2013)
-- Interdisciplinary Handbook of the Person-Centered Approach - Editora Springer (2013)
(http://www.springer.com/psychology/book/978-1-4614-7140-0)
 
* * Em Artigos:
-- Revista Psic. em Estudo, 2007
Histórias da psicologia no Ceará: entrevista com Gercileni Campos
(http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-73722007000200025)
-- Revista de HUMANIDADES, 2011
A relação entre psicoterapia e saúde: um debate sobre as raízes humanísticas do processo psicoterapêutico
(https://www.unifor.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3241&Itemid=782)
-- Revista NUFEN, 2012
Ciência e pesquisa centradas na pessoa: três modelos e seus efeitos na condução da investigação acadêmica
(http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S2175-25912012000200010&script=sci_arttext)
-- Revista ABAPORU (Rev. Bras. de Psic.), 2013
Microfissuras nos consensos e limitações formativas: uma experiência do Ceará

terça-feira, 16 de abril de 2013

ESPIRITUALIDADE BUDISTA - FORTALEZA


* * * Divulgação * * *

INSCRIÇÕES GRATUITAS PARA EVENTO COM MONJA BUDISTA NA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ - Debate com a Profa. Dra. Paola Torres (Docente no Dpto. de Medicina Clinica)

"LIBERDADE E LIBERAÇÃO NA FILOSOFIA E ESPIRITUALIDADE BUDISTAS"
26.Abril (sexta-feira), 9h

Faculdade de Medicina - Universidade Federal do Ceará (Campus do Porangabussú - Fortaleza)
- SALA F Biblioteca (1o. Andar Bloco Didático)
- Por trás do prédio da Prefeitura do Campus e na frente do Dpto. de Patologia

http://www2.virtual.ufc.br/casa/index.php?option=com_ckforms&view=ckforms&id=12&Itemid=79

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

adao



** Pintura: William Bouguereau (1825-1905) - Dante et Virgile, 1850




((eva.ngelho do amor nos últimos dias))

BU!LEÁRIO EPYCISTA
sermão #1

O tabernáculo da IGREJA DO REDENTOR GAY PESSOAL foi recentemente fundado nos planos elevados da consciência humana, por ocasião da lua-cheia de Fevereiro de 2013. A nossa revelação está vinculada à santificada figura de Ad´ham (Adão), o único e verdadeiro homem, exemplo de bravura celestial para a melhor elucidação da nossa crença e dos seus mistérios correspondentes. Adão, o primeiro insurgente nessa experiência comunal da vida, o portador da fantasia primeva no selvagem entre os corpos dos homens, renunciou ao convívio junto ao temperamento de Eva para edificar um reino dos seus próprios encantamentos e estrelas para devoção singular. Adan, em persa antigo, é o pronome de primeira pessoa, é aquele que, sendo possível desviar do conjunto, é capaz de dizer "eu" e algo sobre si. Refugiado em bosques longínquos, Adão inspirou-se na fratura replicante de uma segunda costela e ali, compadecidos na sua ferida e destemida errância, os espíritos solidários na floresta emprestaram barro e seiva para construir a forma de Adoniyah (Adonias), a carne e o osso conjugados ao seu Prior, o Secundus Phallus de todos nós (ensinaram os antigos sábios romanos: “Secundus felator rarus”). Ambos então proscritos ao Todo-Poderoso estigmatizado na fuligem tóxica dos porões e dos séculos (com o veneno do machismo, do patriarcalismo e do sexismo etc), o enlace magyar na atração de Adão e de Adonias testemunham que o tempo vivido sob a proteção transgressora da filha do amor (do feminino que não é suave, a volúpia) traria a salvação das almas na bruma gélida das noites longas. Antes, portanto, de qualquer fruto amadurecido na boca de Eva, anterior à expulsão mesma conduzida pelo Verbo, Adão já evadira da eternidade conjugal e dos seus caprichos heteronormativos. Da inveja refletida nos três sóis e seis luas que orbitavam aqueles titãs, a serpente determinou-se a obstar o convívio de Adão com Adonias naquele Mundo-sem-Fim: confrontando o amor que só crescia vez após vez, Eva provocou a ira perpétua da divindade vigente, instância soberba que, banindo e condenando ao exílio do Paraíso, impôs que a infâmia de Adão existisse apartada da plenitude em Adonias. Embora condenado à inadequação dos afetos díspares que surgem na pele suave de Eva e esconjurado da felicidade inesgotável ao lado do seu Adonias, não imaginava Adão que, também renunciando às delícias e bem-aventuranças celestiais, Adonias traria consigo uma arriscada chance para depor a investidura de confinamento em sua imortalidade. Questionando a intenção do criador e o modo imperfeito das suas limitadas criaturas, a blasfêmia de Adonias pretendeu interferir na autoridade original sobre os domínios livres dos céus e da vida, resultando-se, afinal, como um futuro também apartado daquela esfera de abandono e de renúncias onde se encontrada. Ali, desertados da pacífica felicidade na fúria de um Perfeito que não é sublime, caminhantes de um mundo frágil e real, Adão e Adonias construíram sua possível e decaída fertilidade. A maçã pagã mordida, precipitada como benção (e despedida) apostólica, sustenta o rubro das lembranças e das intensidades, doçura e mel partilhada à trois: ménage com finalidades procriativas secundárias, entre um e o outro formoso sodomita no leito de sua desvairada Eva. Bebamos, pois, uns dos outros e dos que virão, porquanto o batismo das uvas repõe os açúcares drenados pelo cinza do horizonte.Nunca mais, desde então, houve a Casa do Pai, ou do Patrono, ou do Papa, ou do Patriarca, ou do Padre, ou do Pároco, nem do Pastor ou de nenhum dos Pedros ou meus Senhores, nada de Pedras angulares, ou de Pontificados e de faustos Ministérios Petrinos. Experimentando as injunções do Adanismo: o Culto, eventos sem tempo ou sem lugar, o Madrigal para Adão, seus protegidos tornaram-se notórios como os Adonistas: os Seguidores, ou Séquitos de Adão que vaguearam nas planícies. Do púlpito aos poplíteos, da palavra falada à sinergia dos impulsos: os seus destinos estão abertos para a invenção! Egressos daquele deus-Pai e abraçados por uma deusa-Volúpia; onde já não há virgens maçãs e moças - da Eva, provou-se!

AF, o-Conselheiro ;o)
27.II.2013




* * * * * *

Lições do tio-DELEUZE: repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, forçar a diferença, fazer fugir, surgir algo por trás (Quel enculé! Ça?). Lições
do budie-AGAMBEN: p-r-o-f-a-n-a-r, do homo sacer ao homo demoniens.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

youth

JUVENTUDES EM (NOSSO) SOCORRO
André Feitosa

Há quem justifique que no conduzir da vida humana, desprovido de certo “princípio de juventude”, não se encontra a superação para o necessário do dia a dia, sem o qual seríamos reduzidos à escassez de sentidos. Se já não nos convencemos das equações sociais que Europa e América do Norte produziram em suas respectivas geografias do conhecimento (ver mais no trabalho de Boaventura de Souza Santos), também a reinvenção do conceito e função das juventudes podem gerar novos significados para as tramas contemporâneas. Penso, como ilustração, em comportamentos na fronteira da suspensão dos cânones da saúde e certa suposição de violência autodirigida. Há não muito tempo, Ernst Bloch, notável inspirador aos movimentos estudantis em 1968, pressentia que os sonhos da juventude avançam o mundo pelas mãos da esperança: apenas na ousadia dessa fruição combativa do real e do concreto haveria espaço de outro futuro, portanto, de outra imaginação. Aos jovens, é vislumbrada a fantasia de criar outros mundos, de transformar a sensibilidade do que partilhamos como a vida tida em comum. Os espectros ampliados de experiências, percepções, fundamentalmente de sonhos e desejos “jovens” em seus horizontes buscados, irrompem e desafiam a ordem posta desse momento e instituições do mundo. Não sem razão, temos enorme medo, antecipando toda sorte de moral e coerções àqueles acometidos por tais afetos juvenis. Mais recentemente, como também discute o psicanalista Contardo Calligaris, observam-se diferentes frentes de poder-clínico que pretendem neutralizar (leia-se, diagnosticar e, pretensamente, medicar) essa condição do “devaneio” e do “desvario”: entre quem distribui sonhos pelo mundo convertidos à condição sociopolítica de portadores de um transtorno. Sejam os corpos que explodem com novos hormônios, seja naqueles que adormecem para as sensações amadurecidas no passado, essa juventude sazonal que vem e vai, entre estações da adolescência e crises de meia idade, geralmente acompanha novas experimentações de enlace e pertencimento ao outro: um rastro eloquente de abertura, de confiança, de capacidade de assumir outros riscos. Juventude, mais que resistência, é potência indefinida, é inventividade, é contradição, é paradoxo. Juventude é o contraditório para o assimilado e o estabilizado. Juventude, sendo o movimento que descaracteriza uma materialização de existir, é também um dispositivo que transita com a finitude: curiosamente, a juventude é a morte simbólica de inúmeros processos. Aproximar-se do jovem é colocar-se na proximidade do signo da impermanência, da transitoriedade, da contaminação, da passagem que não está submetida ao controle: do jogo e do aspecto lúdico nas travessias com a morte. Ora, disseram-nos que apenas na alma do jovem tudo é possível – somente na bravura das transformações e do contínuo investimento no futuro, há movimento – posto que há ruído e resíduo. Arthur Rimbaud, um desses poetas das convulsões e contradições – por isso mesmo apaixonante –, lembrou-nos que “la seule chose insupportable, c'est que rien n'est supportable”. Juventude é isso-infinito, o insuportável de que nada é por si mesmo suportável. Longe das convenções que mutila a frase como liberdade banal e inconsequência, apenas uma relação franca com a vida reconheceria o verdadeiro drama de quem não esbarra em nenhuma verdade última – o sublime, ou a desgraça de uma vida que por inteiro aguça a invenção do seu próprio destino frágil e inseguro, que se realiza apenas na imanência do acontecimento. Juventude é essa experiência insuportável, sobretudo para quem a vive no seu maior absurdo e devastação, seja do desenvolvimento etário (e não saber onde localizar respostas) ou do experiencial adulto (por já saber que não haverá respostas pacificadoras). A juventude, nesse prisma, não é o que somente tende ao poderia-tudo, contudo, entendida como a fugacidade do que não suporta-nada, daquela condição que não circunscreve a vida às reduções historicamente estabelecidas, a juventude só pode ser anti-maturidade e anti-psiquismo. Nessa esfera outra que tematiza o “bom” e o “correto” já contratado nos costumes, ensina-nos Abraham Maslow: “Para quem só sabe usar martelo, todo problema é um prego”. Nossa juventude não é dispositivo que assenta e sustentar madeira putrefa de conhecimento, nossa juventude é transfiguração de um substrato indizível em possibilidades ainda não-humanas.

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