quarta-feira, 15 de abril de 2009

Nova Vida...

cuidado.
de qual incêndio estamos falando...
(do quê temos medo que o fogo leve?)
de qual incêndio estamos falado? dentro ou fora?

(do quê temos medo que o fogo lave?)

tenha cuidado;
não com o fogo, não com o povo do fogo, não com o poder do fogo.

tenha cuidado para ser capaz de escutar o que o fogo traz.
com fogo não se brinca, não se faz de conta!

temos chamado de violência do fogo, a nossa própria violência para fugir do fogo,
a brutalidade para não escutar o fogo, não reconhecer a transformação,

(com fogo não se brinca?)

o fogo veio atrás de você, quis te dizer alguma coisa importante.
veja por onde ele veio, veja tudo que ele mobilizou para te dizer...
veja o que ele precisou dizer, o que ele movimentou...

honremos o fogo, porque ele veio para muito, muito perto de você,
e ele veio te proteger,
ele veio próximo o suficiente para erguer um círculo incendiário e afastar a morte.

o fogo veio acender e queimar algo que estava perto de você...
- perigosamente perto.

o problema não era o fogo...
o fogo é a proteção, é o calor, é a acolhida da Gaia.

o fogo veio para cuidar e aconchegar.
(o calor vem para manter a vida e o movimento...)
a mensagem do fogo não é a de perigo.
(como fogo não se brinca?)
veja o que está depois que cessa o perímetro do fogo...
veja o que sobrou e ainda não foi queimado... o que escapou das cinzas do fogo!
o fogo veio buscar isso que escapou dele...
o fogo veio te proteger do que escapou dele...

e o que escapa dele é o frio.
(é o frio, é o que estava frio mesmo).
o fogo é o mormaço...

o fogo irá voltar para proteger você...
o fogo virá proteger a sacerdotiza do seu povo e dos seus elementais...
ele é a clareira ante a escuridão.

com o fogo não se brinca...
ele é quente, como o amor...
o fogo irá voltar.
(vela é fogo, febre é também o fogo...)

não tenha medo dele...
não tenha medo do povo dele, dos seus guardiões imensos, vultos líquidos diluídos na luz...

o grito ante o fogo, é a força do vento e do movimento chegando...
o grito é, apenas, o sinal de onde estava frio - e, agora, aqueceu.
(leva um tempo para que o frio se acostume com o calor... um tempo delorido para o frio costumeiro dissipar-se, e voltarmos a perceber que havia calor)

quando o fogo, novamente, levantar-se...
levante-se, você também, e encare, protegida no Círculo, os olhos frios que desafiaram o fogo.
e confie - nascer e morrer fazem parte da Vida e do Organismo.
com o fogo não se brinca.

(...estarei lá, também, com você, na fogueira dos antigos;
ás vezes, somos guardiões; noutras, seremos guardados...)


http://www.youtube.com/watch?v=YTMSojPcF1g

domingo, 29 de março de 2009

Pause.

Estou estudando... 22-29 de Março, 29 Mar-5 Abril, e 5-13 Abril 2009.
(Estudando e trabalhando com Sir Blake Poland - a gentle soul).

sexta-feira, 20 de março de 2009

Sobre o Blog

Percepções - e coisas que aprendi - sobre esse Blog... (feedbacks!)

"O que você é & o que você gostaria de ser? http://espiraisformativos.blogspot.com"
By H. Thyers

"Recomendo (aos que tem coragem): http://espiraisformativos.blogspot.com"
By T. Paiva

quinta-feira, 19 de março de 2009

Experiência #011 (Continuação I...)

Demarcação contínua das terras de Raposa Serra do Sol. 10 votos a 1 no Supremo Tribunal Federal. Julgamento concluído. (Não-índios devem deixar o local, em particular, os rizicultores). Decisão não fácil, decisão necessária.

Hélton, vamos lá... você realmente acredita, conforme exposto, alhures, que a "experiência" é privativa do indivíduo/ou do Self, e que não guarda nenhuma relação primordial com o meio e a tecitura simbólica e factual humana (sociedade) que fazemos parte? No exemplo das comunidades aborígenas, você realmente acredita que a experiência organísmica deles (Erfahrung) não depende de suporte social para desdobrar-se e produzir efeitos? Ou você, realmente, está falando da vivência pessoal (Erlebnis)?

Abaixo, existem 19 teses aprovadas pelos Ministros do STF. Se você estiver falando de Erlebnis, eu até concordo que estas testes não precisam alcançar, necessariamente, o indivíduo concreto em sua vivência - que, em último grau, ele pode alucinar. Se você estiver falando de Erfahrung, gostaria que você me explicasse como é que uma experiência Organísmica pode seguir desconsiderando toda a rede emaranhada de interdições factuais e restrições objetivas que alcançam, interferem e influenciam o ser humano em seu campo de mediações simbólicas. Parece-me que eu preciso estar atento ao meu entorno posto que o Pragmatismo da minha Experiência e do meu Organismo ("meu" e "minha", apenas, no sentido de que "eu" sou parte responsável pelo cuidado desse Organismo) acontecem nos fluxos vários e concretos da Vida. (Acho que esse é um ponto de partida importante, na discussão sobre o que significa Sherpas - sherpas da experiência ou da vivência?).

Nisso, estou falando apenas do Direito, mas é óbvio que meu argumento se expande à tecnologia, e todas as demais criações nossas com as quais nos relacionamos ora como criadores, ora como criaturas.

A propósito, brilhante a posição do Ministro Ayres Britto, quase no final da transmissão do julgamento, ao vivo, pela TV Justiça, diretamente do Plenário do STF. Falando sobre as diferentes denominações entre indígenas e silvícolas, o Ministro-Relator destaca que "silvícolas" foi a denominação abolida pelo legislador, por entender que os índios - habitantes primitivos das Américas - não se configuram, necessariamente, como povos da selva, com tangas imaginárias. E, daí, ensina-nos o Ministro:

"... não é preciso usar tanga para merecer a proteção da toga..."

Eu achei bárbaro, e ganhei a minha tarde! Me senti protegido e respeitado pelo Estado e pela República Brasileira. Talvez pela primeira vez! Vocês lembram da historieta, "Ainda existem juízes em Berlim"?

Por João José Sady
http://anoiteestrelada.blogspot.com/2004/11/ainda-existem-juzes-em-berlim.html

Existe uma lenda sempre lembrada nos livros de fábulas jurídicas, contando que um pequeno proprietário possuía sítio encravado no meio de terreno no qual o imperador da Alemanha pretendia construir um parque. O imperador chama o humilde cidadão e tenta, sem sucesso, convencê-lo a vender o imóvel. Exasperado, passa a ameaçar fazer uso de seus poderes para desalojar o teimoso jurisdicionado. Sem temor, o cidadão rechaça as ameaças, afirmando: "ainda existem juízes em Berlim".

Ainda existem juízes no Brasil. Viva a República.

Vejamos se, algum dia, conseguiremos amortizar nossa dívida histórica com nosso passado de cativeiro e extermínio, de aculturação, sobretudo no que se relaciona às comunidades indígenas.


Conforme os mitos indígenas, sobretudo aqueles das tribos Caribé, o Monte Roraima é a morada do Grande Deus, Makunaima. Com razão, lembrou o ministro Eros Grau, por ocasião do seu voto:

... que nos limites das terras indígenas de Raposa Serra do Sol encontra-se o parque Nacional Monte Roraima, “monte sagrado dotado de enorme significado mítico para todas as etnias que habitam essas terras”.

http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=100735&caixaBusca=N


Abaixo, seguem as teses do STF, na tarde de hoje.


***

http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=105036

Notícias STF

Quinta-feira, 19 de Março de 2009

STF impõe 19 condições para demarcação de terras indígenas


No julgamento que decidiu que a terra indígena Raposa Serra do Sol terá demarcação contínua e deverá ser deixada pelos produtores rurais que hoje a ocupam (Petição 3388), os ministros do Supremo Tribunal Federal analisaram as 18 condições propostas pelo ministro Carlos Alberto Menezes Direito para regular a situação nos territórios da União ocupados por índios, e garantir a soberania nacional sobre as terras demarcadas. Ao final dos debates, foram fixadas 19 ressalvas, sujeitas ainda a alterações durante a redação do acórdão, que será feita pelo relator, ministro Carlos Ayres Britto.


Para cumprimento da decisão, foi designado o presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que agirá sob a supervisão do ministro Carlos Ayres Britto, como previu o presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, na proclamação do resultado do julgamento. “Quanto à execução, o Tribunal determinou a execução imediata confiando a supervisão ao eminente relator, ficando cassada a liminar [que impedia a retirada dos não-índios], que deverá fazer essa execução em entendimento com o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, especialmente o seu presidente”, disse Mendes.


As condições estabelecidas para demarcação e ocupação de terras indígenas terão os seguintes conteúdos:


1 – O usufruto das riquezas do solo, dos rios e dos lagos existentes nas terras indígenas pode ser relativizado sempre que houver como dispõe o artigo 231 (parágrafo 6º, da Constituição Federal) o relevante interesse público da União na forma de Lei Complementar;


2 - O usufruto dos índios não abrange o aproveitamento de recursos hídricos e potenciais energéticos, que dependerá sempre da autorização do Congresso Nacional;


3 - O usufruto dos índios não abrange a pesquisa e a lavra das riquezas minerais, que dependerá sempre de autorização do Congresso Nacional, assegurando aos índios participação nos resultados da lavra, na forma da lei.


4 – O usufruto dos índios não abrange a garimpagem nem a faiscação, devendo se for o caso, ser obtida a permissão da lavra garimpeira;


5 - O usufruto dos índios não se sobrepõe ao interesse da Política de Defesa Nacional. A instalação de bases, unidades e postos militares e demais intervenções militares, a expansão estratégica da malha viária, a exploração de alternativas energéticas de cunho estratégico e o resguardo das riquezas de cunho estratégico a critério dos órgãos competentes (o Ministério da Defesa, o Conselho de Defesa Nacional) serão implementados independentemente de consulta a comunidades indígenas envolvidas e à Funai;


6 – A atuação das Forças Armadas da Polícia Federal na área indígena, no âmbito de suas atribuições, fica garantida e se dará independentemente de consulta a comunidades indígenas envolvidas e à Funai;


7 – O usufruto dos índios não impede a instalação pela União Federal de equipamentos públicos, redes de comunicação, estradas e vias de transporte, além de construções necessárias à prestação de serviços públicos pela União, especialmente os de saúde e de educação;


8 – O usufruto dos índios na área afetada por unidades de conservação fica sob a responsabilidade imediata do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade;


9 - O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade responderá pela administração da área de unidade de conservação, também afetada pela terra indígena, com a participação das comunidades indígenas da área, que deverão ser ouvidas, levando em conta os usos, as tradições e costumes dos indígenas, podendo, para tanto, contar com a consultoria da Funai;


10 - O trânsito de visitantes e pesquisadores não-índios deve ser admitido na área afetada à unidade de conservação nos horários e condições estipulados pelo Instituto Chico Mendes;


11 – Deve ser admitido o ingresso, o trânsito, a permanência de não-índios no restante da área da terra indígena, observadas as condições estabelecidas pela Funai;


12 – O ingresso, trânsito e a permanência de não-índios não pode ser objeto de cobrança de quaisquer tarifas ou quantias de qualquer natureza por parte das comunidades indígenas;


13 – A cobrança de tarifas ou quantias de qualquer natureza também não poderá incidir ou ser exigida em troca da utilização das estradas, equipamentos públicos, linhas de transmissão de energia ou de quaisquer outros equipamentos e instalações colocadas a serviço do público tenham sido excluídos expressamente da homologação ou não;


14 - As terras indígenas não poderão ser objeto de arrendamento ou de qualquer ato ou negócio jurídico, que restrinja o pleno exercício do usufruto e da posse direta pela comunidade jurídica;


15 – É vedada, nas terras indígenas, qualquer pessoa estranha aos grupos tribais ou comunidades indígenas a prática da caça, pesca ou coleta de frutas, assim como de atividade agropecuária extrativa;


16 - As terras sob ocupação e posse dos grupos e comunidades indígenas, o usufruto exclusivo das riquezas naturais e das utilidades existentes nas terras ocupadas, observado o disposto no artigo 49, XVI, e 231, parágrafo 3º, da Constituição da República, bem como a renda indígena, gozam de plena imunidade tributária, não cabendo a cobrança de quaisquer impostos taxas ou contribuições sobre uns e outros;


17 – É vedada a ampliação da terra indígena já demarcada;


18 – Os direitos dos índios relacionados as suas terras são imprescritíveis e estas são inalienáveis e indisponíveis.


19 – É assegurada a efetiva participação dos entes federativos em todas as etapas do processo de demarcação.

Experiência #011

Na tarde de hoje, os ministros do STF estarão decidindo (com alguma sorte para que não ocorram protelações) acerca da demarcação territorial do Super-Organismo chamado "Raposa Terra do Sol", uma reserva aborígena brasileira, em Roraima. Até o presente, foram 9 votos a favor e 1 voto contrário.

Estou, propositalmente, trazendo a discussão de uma "mera" reserva para dentro de um blog experiencial, retomando uma discussão em curso, aqui no Blog, sobre o caráter concreto e tangível da experiência, a sua dimensão e necessidade (?) de um anteparo social para que produza efeitos humanos. Havia iniciado essa problematização, ainda quando falava sobre Erfahrung e Erlebnis, as duas possíveis definições técnicas para o conceito de "experiência". E, ademais, trouxe alguns indícios de que o ponto de divergência para uma e para outra, entre, respectivamente, experiência e vivência, é que a primeira exige uma contrapartida "concreta", de mundo concreto, de pessoas concretas, de efeitos pragmatistas concretos. Se isso for verdade, as comunidades aborígenas precisariam de suporte e anteparo social para serem capazes de produzir sua experiência... a experiência de ser aborígena, no Brasil, ou nesse continente, ou nesse mundo. Se isso for verdade, se a experiência exigir suporte e anteparo para ocorrer, se ela não for uma intercorrência abstrata e solipsista, ainda que única e singular, à la Erlebnis, então, a experiência, por exemplo, do modo como a tratamos, exige, de fato, uma boa dose de facilitação contextual - que é, exatamente, os nossos esforços em termos de Advocacy Experiencial. Essa discussão é muito importante para não estarmos deslocados do mundo concreto humano, sob a pretensa invocação que não temos nada a ver com as construções, símbolos e mediações humanas tangíveis. Acho que é um desafio, pelo menos para mim: adentrar esse universo, ainda que não seja para "colar-me" ou "aderir-me" a ele, completamente, a ponto de tornar-me refém. Se, ao contrário, nossa referência de experiência não for contextual, então, em vez de Erfahrung, o que está sendo aludido em uma categoria puramente abstrata, restrita ao lugar absurdo da essência do indivíduo ou da geografia imaginária do ente, que não tem nada a ver com esse nosso mundo comumente construído, com nossas alguras comumente partilhadas. Deixa também de ser Pragmatista para exigir outra compreensão filosófica, que intermedie o acesso com essa realidade utópica e o conjunto de realidades utópicas relacionando-se entre si, como espelhos suspensos de imagens e fantasias. Estou discutindo, por conseguinte, que Erfahrung não é um fenômeno independente, pluripotente e onisciente de si mesmo. Não se trata, apenas, de um fenômeno autônomo que não está integrado e cuja expressão é interdependente de fatores e influências outras da vida. Se, de fato, não posso dizer o que é ou não-é realidade, posso, ao contrário, observar quais realidades invocam ou não para si uma característica de Soberana. As expressões da vida teriam, nesse prisma, qualquer sensação difícil para legitimar a si mesmas como parte independente, sujeito de uma narrativa e história, onde diversos atores do universo participam, alcançam e são mutuamente influenciados.

Quais seriam, pois, algumas facetas das experiências cotidianas, que estão militando por
suporte comunitário e anteparo social?

(Essa discussão também ressoa na problemática acerca de quais situações e contextos específicos somos capazes de facilitar e devemos ser capazes de propor, em vistas de
sustentar a experiência e seu campo de ressonâncias/transformações. Ocorre-me, ainda, que estou no fluxo das discussões com Hélton, perguntando-me se o Self e as necessidades de singularidades apresentadas pelo mesmo, é da ordem do Erlebnis ou do Erfahrung. E eu tenho uma proposta para esquentar a reflexão: se for do Erfahrung, o Hélton não pode, simplesmente, dizer que tal aspecto não ressoa ou não é contemplado no universo pessoal dele, e que, portanto, não o interessa ou não está incluido pelas adjacências dos seus movimentos. Se for Erfahrung e experiência, suporte, anteparo, sustentações e adjacências são quesitos muito importantes na facilitação de uma experiência. E tanto o são, que não falamos em "criação" de experiências, mas em facilitação de condições que propiciem um fluxo experiencial. Se esse argumento for legítimo, então, existem um conjunto de variáveis que precisam ser alvo da nossa consideração e atenção detalhada, experiencialmente acessada, não por se tratarem de conteúdos primeiros do que somos, mas por emergirem como enraizamentos secundários daquilo que somos e gostaríamos de manifestar. Ocorre-me, então, lembrar, por um princípio Organísmico, que a experiência, que uma dada experiência está na posição de "figura", mas a figura, sempre está em um "fundo" e nunca no vazio quimérico e individual, refratado da vida e das suas contigências).

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http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u533857.shtml

13/03/2009 - 08h19

HOMEM IMPLANTA PRÓTESE COM PEN DRIVE APÓS AMPUTAÇÃO DO DEDO

da Efe, em Helsinque

Um finlandês que perdeu parte do dedo anular em um acidente de moto decidiu fazer o implante de um pen drive disfarçado de prótese no local.

O programador de softwares Jerry Jalava contou em seu blog que tudo começou quando se chocou com um animal em uma estrada. Após a batida, o homem deslizou no chão por quase 60 metros, e sua mão esquerda ficou sob a moto. "Quando a moto parou, me levantei. Tirei capacete e luvas. Comecei a falar palavrões e, quando tentei tirar um cigarro do bolso, percebi que estava sem uma parte do dedo", disse no seu diário virtual.

Jerry foi levado a um hospital de Helsinque, onde passou por cirurgia na mão. No entanto, os médicos não conseguiram salvar seu dedo anular esquerdo.

"A história poderia ter um final muito pior. Acho que sobrevivi com o mínimo de ferimentos graças aos equipamentos de segurança", disse.

Recuperado, o programador voltou ao hospital e pediu que fabricassem uma prótese de borracha para seu dedo.

Foi de um médico a ideia de implantar um pen drive na prótese --proposta aceita imediatamente por Jerry.

A história só foi conhecida recentemente, quando o finlandês postou um comentário em um site dedicado a design e tecnologia. O site havia publicado uma fotomontagem que mostrava um dedo que tinha uma entrada USB na extremidade. A imagem pretendia ilustrar a integração entre o homem e a tecnologia.

Jerry, então, mandou uma mensagem, acompanhada por algumas fotografias. "Na realidade, já tenho um "dedo-USB'", disse.

Em poucas horas, o finlandês recebeu uma grande quantidade de e-mails e acabou usando seu blog para explicar como funcionava a prótese.

"Trata-se de um implante desmontável, com um pen drive de 2 GB. Quando tenho que usá-lo, simplesmente deixo meu dedo no computador", disse.


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http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u536996.shtml

19/03/2009 - 08h01

JOGO ON-LINE GANHA LICENÇA PARA ATIVIDADES BANCÁRIAS REAIS NA SUÉCIA

Com os bancos do mundo todo passando pela crise econômica, a ideia de transferir a conta bancária para outro planeta tem um certo encanto.

Bancos interestelares ainda não estão disponíveis, mas pode ser possível simular a situação: a empresa criadora do jogo on-line "Entropia Universe", cujo enredo ocorre no planeta Calypso, foi reconhecida com uma licença bancária emitida pela Autoridade de Supervisão Financeira da Suécia na última semana --e planeja abrir um banco real dentro de um ano, ainda que sem uma sede física.

Jogadores de "Entropia" já podem trocar dinheiro real pela moeda virtual usada para os gastos feitos em Calypso.

Dinheiro virtual também pode ser obtido no jogo, caçando, explorando minas, efetuando negócios e demais atividades --que também podem ser remuneradas em dinheiro real.

A moeda virtual, "Projeto Entropia-Dólares", estabeleceu a proporção de troca de 10 para cada 1 dólar norte-americano.

A MindArk, empresa sueca responsável pelo jogo, planeja oferecer serviços bancários como contas-poupança, ordens de pagamento e empréstimos, disse David Simmonds, diretor de desenvolvimento de negócios da empresa.

A companhia não deixou claro que tipo de empréstimo seria feito, mas Simmonds disse que não planeja fazer o tipo de investimento de risco, procedimento adotado por outros bancos.

A licença bancária também significa que os reguladores ganharão mais discernimento no que se refere à possível lavagem de dinheiro no mundo virtual. Simmonds disse que a companhia está vigiando atividades suspeitas.

O "Entropia Universe" é incomum no universo dos jogos por permitir a conversão de dinheiro virtual para real. Muitos dos games on-line, como "World of Warcraft", proíbem esse tipo de troca financeira.

A atividade econômica em "Entropia Universe" gerou algo em torno de US$ 420 milhões no último ano. O jogo tem 850 mil contas de usuários. Nem todas elas representam os jogadores ativos, contudo.

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PS: o câmbio, por exemplo, no Second Life, é flutuante (segue uma outra política monetária, diferente do Entropia Universe - óbvio, os criadores daquele são americanos, e os destes últimos, Europeus), e, geralmente, a conversão de moedas gira em torno de 250 Linden-Dollars (L$) para cada 1 Dólar Norte-Americano (US$).




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http://noticias.uol.com.br/album/090319_album.jhtm?abrefoto=14

Multidão protesta durante o segundo dia de greve geral em dois meses na França, em Lyon. Em meio à crescente tensão social no país, os grevistas, que contam com o apoio de 74% dos franceses, reivindicam que o governo francês tome medidas para proteger o emprego e adote iniciativas para melhorar o poder aquisitivo da população